Resenha do livro “Psicose”

A primeira resenha literária aqui do blog será do aclamado Psicose, livro de Robert Bloch que ganhou uma adaptação cinematográfica maravilhosa nos anos 60 feita pelo gênio do cinema Alfred Hitchcock. Os spoilers desse post são mínimos, não afetarão sua leitura.

Gente, sério: suspense melhor que esse não há. Sabe quando você começa a ler um livro e não deseja parar nunca mais? Pois é, esse sentimento você adquire ao ler essa obra-prima do Robert Bloch. Você para de comer, dormir e fazer todos os seus afazeres só pra conseguir terminar a leitura. E ela não decepciona de forma alguma.

Psicose conta a história de Marion Crane, uma mulher que foge após roubar o dinheiro que foi confiado a ela depositar num banco. Ela acaba parando no Bates Motel, cujo proprietário é Norman Bates, um homem atormentado por sua mãe super controladora, e a partir daí o plot só aumenta: temos mortes, investigações e diálogos excelentes até chegar no surpreendente desfecho.

O livro é uma caixinha de surpresas por conta desse final. Ao terminar minha leitura, fiquei horas e horas tentando acreditar no que havia lido. Sério, gente. É um choque quando você entende o que aconteceu. O mais impressionante de tudo é ver que Robert foi extremamente cuidadoso para deixar tudo bem amarradinho (e isso é ótimo, né?).

Ah, uma dica: leia o livro e vá direto assistir ao filme (se não o fez ainda), porque a versão cinematográfica dessa obra é um dos suspenses mais conhecidos e venerados de todos os tempos, e não é à toa não. Alfred Hitchcock (Deus o abençoe), na época de lançamento do filme (1960), comprou todas as edições existentes do livro para todo mundo se surpreender com o final. Dito e feito: Psicose se tornou um sucesso de bilheteria e é um dos suspenses mais aclamados pela crítica especializada. Outra coisa: Hitchcock não deixou absolutamente ninguém entrar na sala de exibição depois que o filme havia começado. Em uma carta aberta da época, ele disse que não importava se você fosse a rainha da Inglaterra ou o irmão do gerente do cinema, não entraria na sala porque você precisaria apreciar o filme desde o começo, e isso era imprescindível.

A edição da Darkside Books é um amor à parte: uma das versões é de capa dura, tem papel amarelado, possui fotos lindas do filme e uma diagramação de cair o queixo. Você pode comprá-la clicando AQUI. Na outra versão, temos a edição convencional, em brochura. A parte interior é bem parecida com a edição de capa dura e o diferencial dessa edição fica por conta da capa recriar a cena clássica do chuveiro. Compre essa edição clicando AQUI.

Uma foto publicada por Bira Megda (@birawho) em

Assista a cena clássica do chuveiro abaixo:

Minha nota final para o conjunto da obra é 5/5. Levando em conta a escrita, história, construção dos personagens e edição, Psicose já se tornou um dos meus livros favoritos. E o filme também merece destaque, é um clássico realmente maravilhoso e tem mais pontos comigo por ser em preto e branco (sim, eu amo <3).

Espero que vocês tenham gostado da resenha. Deixem opiniões nos comentários! 😀